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Saiba como funciona uma estação elevatória de esgoto

Como funciona uma estação elevatória de esgoto?

Nos bastidores de qualquer sistema de saneamento — seja em uma cidade, condomínio ou indústria — existe um conjunto de estruturas que trabalham silenciosamente para manter o fluxo do esgoto em movimento. Uma dessas estruturas é a estação elevatória de esgoto, responsável por transportar o efluente de áreas mais baixas para áreas mais altas, garantindo que ele chegue até a estação de tratamento.

Apesar de ser uma peça essencial, poucas pessoas entendem como ela funciona e quais cuidados são necessários para mantê-la operando com eficiência. Neste artigo, a Montante Engenharia explica, de forma simples e didática, o papel das estações elevatórias, sua importância e como a manutenção preventiva faz toda a diferença na durabilidade e segurança dessas estruturas. Boa leitura!

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O que é uma estação elevatória de esgoto?

Uma estação elevatória de esgoto (EEE) é uma unidade hidráulica que tem como principal função bombear o esgoto bruto de um ponto a outro do sistema de coleta. Ela é utilizada sempre que o relevo do terreno impede que o esgoto escoe naturalmente por gravidade — por exemplo, em áreas planas, baixadas ou regiões com desníveis acentuados.

Essas estações podem ser compactas ou de grande porte, dependendo da vazão e da quantidade de efluentes a serem transportados. Em todas elas, o princípio é o mesmo: garantir que o esgoto continue o percurso até o tratamento, sem causar interrupções, vazamentos ou danos ambientais.

Como funciona uma estação elevatória?

O funcionamento da estação é contínuo e automatizado, composto por elementos que trabalham em conjunto para manter o fluxo estável. Veja as principais etapas:

1. Poço de sucção

O esgoto chega à estação por gravidade e se acumula em um reservatório chamado poço de sucçãoEsse poço é projetado em concreto armado e impermeabilizado, resistente à ação de gases, umidade e substâncias químicas presentes no esgoto.

2. Acionamento das bombas

Quando o nível do líquido atinge um ponto determinado, bombas submersíveis ou centrífugas são acionadas automaticamente por sensores de nível.

Essas bombas empurram o efluente para dentro da tubulação de recalque, vencendo o desnível do terreno e transportando o material até o próximo trecho da rede.

3. Sistema de automação e controle

Toda a operação é controlada por um painel elétrico e sensores que monitoram o nível do poço e o funcionamento das bombas. Os sistemas modernos contam com telemetria, que permite o acompanhamento remoto em tempo real, facilitando a gestão e a prevenção de falhas.

4. Descarga e continuidade do fluxo

Depois de bombeado, o esgoto é lançado em uma tubulação pressurizada até um ponto mais alto, onde volta a seguir por gravidade até chegar à estação de tratamento de esgoto (ETE).

Principais componentes da ETE

  • Bombas e válvulas: fazem o bombeamento e controlam a passagem do fluido.

  • Tubulações e conexões: conduzem o esgoto de forma estanque e segura.

  • Poço de sucção: estrutura principal de armazenamento temporário.

  • Painel elétrico: responsável pelo acionamento e proteção das bombas.

  • Sistema de ventilação: evita a acumulação de gases nocivos.

  • Estrutura civil: envolve paredes, bases e revestimentos, que precisam ser protegidos contra infiltrações e corrosão.

Cada um desses elementos exige cuidados específicos, pois o ambiente é altamente agressivo, com presença de gases corrosivos, umidade constante e variações químicas intensas.

Desafios e patologias mais comuns

Com o tempo, as estações elevatórias estão sujeitas a patologias estruturais e operacionais, como:

  • Fissuras e trincas no concreto, causadas por movimentações térmicas e vibrações das bombas;

  • Infiltrações e perda de impermeabilização, que permitem a entrada ou saída de líquidos;

  • Corrosão das armaduras e superfícies metálicas;

  • Descolamento de revestimentos e degradação química;

  • Falhas elétricas devido à umidade e acúmulo de gases.

Essas falhas comprometem a eficiência do bombeamento e podem gerar paradas não programadas, contaminações ambientais e altos custos de reparo.

A importância da manutenção preventiva

Para evitar esses problemas, a manutenção preventiva é fundamental. Ela consiste em inspeções periódicas, testes e reparos antecipados que garantem o funcionamento contínuo da estação.

Entre as principais ações estão:

  • Aplicação de revestimentos protetores e impermeabilizantes de alta resistência química;

  • Reparo de trincas e juntas com injeções estruturais;

  • Limpeza e inspeção visual regular;

  • Ensaios não destrutivos, como ultrassom e termografia, para detectar falhas internas;

  • Verificação de painéis elétricos e sistemas de automação.

Essas medidas prolongam a vida útil da estrutura, reduzem custos e evitam paradas emergenciais, que podem causar impactos significativos ao sistema de saneamento.

Como a Montante Engenharia pode ajudar

A Montante Engenharia é especialista em manutenção, impermeabilização e recuperação de estruturas hidráulicas e industriais. Com experiência em estações elevatórias, reservatórios e barragens, a empresa combina tecnologia, segurança e engenharia aplicada para entregar soluções duradouras.

Cada projeto é avaliado de forma individual, considerando as condições ambientais, o tipo de fluido e o histórico de operação. A partir desse diagnóstico, são indicadas as melhores técnicas e produtos — sempre com foco em estanqueidade, desempenho e sustentabilidade.

Se a sua estação elevatória apresenta sinais de desgaste, entre em contato com a Montante Engenharia.

 

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